O Futuro dos Restaurantes e as Cozinhas Fantasmas

O grande crescimento das cozinhas fantasmas já assombrava administradores e donos de restaurantes, seja pelo aporte que os grandes mentores desse tipo de negocio, os famosos aplicativos de comida e serviços por Delivery, ou pela concorrência de pequenos negócios regionais que cada vez mais se tornam populares, agora tem um novo aliado, o famoso Covid-19, é, um vírus, que virou o planeta de cabeça para baixo e alem de detonar com mercados sejam lá eles de que tipo são, vai mudar totalmente a forma de pensar e manter uma empresa do ramo de alimentação fora do lar em pé.

Afinal você não acha que multinacionais de fundos diversos aportariam bilhões em empresas que fazem entrega de alimentos e serviços via Delivery a toa, certo? Não é possível que você ainda não percebeu que essas empresas tem o maior ativo que qualquer empresa possa ter, a informação. A base obtida através dos pedidos administradas por eles tem um poder de validação de negócio em alimentos e bebidas gigantesco, afinal eles sabem, quem consome, a que horas, qual o produto mais pedido e o menos pedido, com isso na mão, basta escolher quem quer para administrar um negocio de alimentação fora do lar, com uma minima e remota chance de dar errado. Incrível né?

Ah… mas você esta esquecendo quanto eles pagam em promoções para os restaurantes emplacarem em sua plataforma e no valor gasto em mídia, e tantas outras despesas que eles tem… porém isso não e gasto e investimento que esta previsto na sua estrategia de crescimento, e também parte integrante dos custos gerados pelo serviço, que é pago via comissão pelos estabelecimentos contratantes.

Sendo assim quem então em sã consciência vai abrir uma porta com mesas, cadeiras, funcionários, aluguel, fiscalizações mil e tantas outras despesas necessárias para que o empreendimento siga em frente, se pode simplesmente trabalhar de porta fechada e virtualmente atender os mesmos clientes ou até mais, dependendo do publico alvo.

Verdade, mas restaurante grande, de marca, não passa por isso. Ledo engano, esses são os que mais sofrem, porque ao trabalhar com ingredientes especiais, chefes renomados, pontos de venda diferenciados, sofrem mais ainda, basta acompanhar grandes empresários do ramo como Alex Atala, Roberta Sudbrack, Erick Jackin e outros tantos via redes sociais para ver o tamanho de sua dificuldade e o quanto eles estão comprometidos com o negócio.

As cozinhas fantasmas se tornaram populares, em alguns casos fizeram tanto sucesso, que acabaram virando franquias e abrindo efetivamente restaurantes físicos, o que passa a ser um excelente modelo de viabilidade já que os custos de abertura de um negocio nesse formato são infinitamente menores e ainda podem contar com investidores, os grandes players do mercado (confira o ranking dos APP ao final da matéria), que apostam em identificar onde está a maior oferta e demanda para instalação desse tipo de cozinha.

Mas existem riscos tambem, após o famoso “tiro” do lançamento pode acontecer uma retração representativa e se o planejamento estratégico (financeiro/marketing) não estiver bem estruturado pode gerar um colapso. Então qual a melhor forma de empreender no mercado de alimentos e bebidas? Planejar, isso mesmo planejar exaustivamente e considerar todas as variáveis possíveis e algumas impossíveis. Afinal você acha que o Planejamento do Erick Jackin para o President, previa fechar por mais de trinta dias a tão pouco tempo depois de inaugurado, considerando a região e o investimento aplicado nessa operação? Mas como prever isso? Não tem como, não tínhamos esse tipo de histórico, então tudo e muito novo e efetivamente pouca gente pode prever o que vai acontecer daqui para frente com o mercado de alimentação fora do lar e tantos outros.

Mas uma coisa é fato a alimentação Delivery vai seguir crescendo exponencialmente, porque as pessoas precisam e querem comer, porque o negocio em si é eficiente, rentável e tende sempre a crescer desde que haja planejamento estratégico, competencia administrativa e muito trabalho.

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), o crescimento do número de pedidos via aplicativo gira em torno de R$ 1 bilhão a cada mês. O número, que em média é um aumento de 12%, faz com que o setor no Brasil movimente em torno de R$11 bilhões a cada 12 meses. Confira texto referente a essa pesquisa da ABRASEL na integra aqui.

A preferência pelo food Service tem se manifestado no crescimento acelerado do setor em relação ao varejo alimentício. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, entre 2006 e 2016, o food Service cresceu em média 14% no Brasil, comparado a 11% do varejo alimentício. Enquanto em 2017 e 2018, o crescimento do setor outra vez se manteve à frente do varejo, uma tendência que deve permanecer pelos próximos anos. Confira texto referente a essa matéria da Prazeres da Mesa na integra aqui.

Então qual o caminho a seguir? Simples os novos empreendedores devem avaliar e planejar detalhadamente seu negocio considerando todas as alternativas e principalmente o investimento envolvido em cada uma delas, posicionando seu produto junto ao publico alvo de forma atrativa, eficiente e acima de tudo diferenciada, atentando a todos as etapas do serviço de ponta a ponta e e usar o tempo dessa quarentena para testar e planejar exaustivamente o seu plano de negocio para prever senão todas, a maior parte das adversidades possíveis em seu processo.

* Ranking dos APP de Delivery

O iFood é mesmo o “queridinho” dos consumidores na hora das refeições, e em 2019 registrou uma média de 1,2 milhões de pesquisas mensais pelo APP — o dobro do que o aplicativo tinha em 2016, o primeiro período analisado pelo estudo.
Apesar da grande liderança do iFood, outros aplicativos também cresceram bastante no período, como o Uber Eats, que ficou em segundo lugar no ranking com uma média de 246 mil pesquisas mensais — um crescimento de 2300% em relação a 2016. Mas o maior crescimento disparado entre essas startups foi o do Rappi, o único desses aplicativos que não é exclusivo para refeições e faz entrega de praticamente qualquer produto. Isso porque, em 2016, a empresa tinha uma média de apenas 197 pesquisas mensais nos buscadores, e em 2019 essa média é de 183 mil pesquisas mensais — o que coloca o Rappi como o terceiro aplicativo mais usado com um crescimento assustador de 92700%. O “Top 5” de aplicativos de entrega no Brasil é fechado pela Loggi, que ocupa o quarto lugar com 90,5 mil pesquisas mensais (crescimento de 140% em relação à 2016) e pelo Eu Entrego, com 3,2 mil pesquisas mensais (crescimento de 14%). Confira texto referente ao ranking dos aplicativos do CanalTech na integra aqui.

Publicado por gustavoernandes

Graduado em Gastronomia pela UMESP, Pós Graduado em Gestão Negócios e Serviços em Alimentos e Bebidas pelo Senac, Instrutor Técnico no Instituto Gourmet Brasil, Gestor Negócios na C2C Food Service e Editor do Blog Dom Ernandes Gastronomia, focado em desenvolver e apoiar os negócios em A&B de forma eficiente e rentável, dando a devida atenção ao desperdício de alimentos, sempre com foco em resultados.

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